Cabala judaica
A Cabala judaica se desenvolve no interior de tradições de estudo e prática judaicas. Textos como o Sefer Yetzirah e o Zohar, além de correntes posteriores, oferecem linguagens distintas sobre sefirot, criação e exterioridade. Não existe uma única lista ocidental de demônios que possa resumir toda essa literatura.
Termos como qelippot e sitra achra pertencem a contextos próprios. Traduzir cada ocorrência por uma das dez esferas de uma árvore ocultista moderna pode produzir equivalências que o texto judaico não estabelece.
Cabala cristã
Autores cristãos do Renascimento reinterpretaram materiais cabalísticos por meio de sua teologia. Agrippa, por exemplo, reúne nomes divinos, numerações e inteligências em sua Filosofia Oculta. Suas equivalências religiosas devem ser identificadas como parte dessa recepção cristã.
Cabala hermética ocidental
O ocultismo hermético organiza a Árvore como matriz de correspondências para nomes, cores, astros, ordens e outros sistemas simbólicos. Mathers e Crowley são fontes centrais para o recorte deste guia. Aqui a série de arcanjos e a Escala da Rainha seguem as colunas identificadas de 777. A série de regentes adversos segue a lâmina IV apresentada por Mathers.
Isso permite uma leitura esotérica consistente, com a procedência de cada camada visível. Uma correspondência usada por uma ordem ou autor não se torna automaticamente regra de toda a Cabala.
Correntes qlifóticas modernas
Autores e escolas modernas desenvolveram percursos iniciáticos, túneis, formas de visualização e interpretações próprias para as qlifot. Algumas dessas leituras usam nomes alternativos, situam Lilith de outra maneira ou dão a Daath um papel específico. Esses desenvolvimentos precisam de autoria e contexto, em vez de serem apresentados como uma doutrina antiga uniforme.
A base que este site mantém
| Camada | Base adotada |
|---|---|
| Nomes, arcanjos, ordens e cores das sefirot | 777, com notas de comparação de Mathers e Agrippa. |
| Regentes das ordens adversas | Mathers, lâmina IV da introdução. |
| Variantes de nomes das qlifot | 777 e Mathers, identificados lado a lado. |
| Imagem de cada entidade | Arte contemporânea gerada com Meta Muse Image. |
| Descrição esotérica ampliada | Texto editorial, distinguido de enunciados de fonte. |
Fontes
Mathers, The Kabbalah Unveiled, introdução; Crowley, Liber 777. Consulte a bibliografia e os critérios editoriais para distinguir fonte, tabela e interpretação.