Árvore da Vida · Sefirah 03

Binah

Interpretação esotérica contemporânea de Tzaphkiel, associada a Binah.
TzaphkielArte contemporânea · Meta Muse Image

Entendimento

Binah é Entendimento. É a terceira sefirah e o princípio que delimita, distingue e organiza a potência de Chokmah. Sua relação com Saturno enfatiza forma, medida e limite na leitura hermética.

Arcanjo correspondenteTzaphkiel

Binah na Árvore da Vida

Binah encerra a tríade superior com Kether e Chokmah e ocupa o alto do pilar esquerdo. Enquanto Chokmah indica impulso e sabedoria inicial, Binah torna essa potência inteligível por diferenciação e estrutura. Os termos descrevem uma relação, não uma oposição absoluta entre razão e inspiração.

A literatura hermética usa os títulos Mãe superior e Grande Mar. São imagens para recepção, elaboração e geração das formas. A maternidade é uma linguagem cosmológica: Binah não deve ser reduzida à gestação biológica nem atribuída apenas a mulheres.

Correspondências de Binah

Nome e grafias
Binah; Biná
Hebraico
בינה
Pilar
Esquerdo
Nome divino
YHVH Elohim · יהוה אלהים
Arcanjo
Tzaphkiel
Ordem angélica
Aralim
Esfera cósmica
Saturno
Cor: Escala da Rainha
Preto

A esfera cósmica de Binah é Saturno, Shabbathai. O vínculo reúne o tempo, a restrição e a capacidade de estabelecer contornos. O limite é condição para que algo se forme; por isso a esfera não corresponde simplesmente a maldade, sofrimento ou punição.

O nome divino adotado é YHVH Elohim, e sua ordem angélica é Aralim. A tradução hermética frequente por Tronos é uma equivalência entre sistemas de classificação; não significa que todas as fontes judaicas usem a mesma identificação com os nove coros cristãos.

A cor na Escala da Rainha é preto. Ela deve ser diferenciada do carmesim da Escala do Rei. Neste sistema, preto não torna Binah uma qlifa: a mesma cor pode ter funções distintas conforme o diagrama, a escala e a tradição utilizados.

Tzaphkiel: o arcanjo correspondente

Tzaphkiel é o arcanjo associado a Binah na tabela adotada. As grafias Zaphkiel, Tzaphqiel e Zaphchiel aparecem em transliterações e edições. A variação ortográfica não exige criar personagens distintos para cada forma.

Agrippa vincula essa inteligência a Saturno e a Noé. Na leitura da esfera, Tzaphkiel representa a inteligência que administra forma e limite. Essa associação é mais precisa que atribuir a ele uma lista genérica de benefícios pessoais sem fonte.

Tzaphkiel e Tzadkiel ocupam posições diferentes. Tzaphkiel corresponde a Binah e Saturno; Tzadkiel, a Chesed e Júpiter. A proximidade das grafias encobre um contraste importante: delimitar uma forma e expandir uma ordem são funções distintas na Árvore. Ler os nomes junto de sua sefirah evita confundir essas duas inteligências.

A ordem angélica e as categorias

A ordem coletiva associada é Aralim, convencionalmente glosada como Tronos / poderosos. O nome da classe é distinto de Tzaphkiel, o arcanjo correspondente na tabela.

As categorias nome divino, arcanjo, ordem e esfera cósmica mantêm funções próprias. O estudo dos quatro mundos explica por que listas e cabeçalhos diferentes não devem ser fundidos.

Relações com as demais esferas

No desenho adotado, Binah se conecta a Kether, Chokmah, Tiferet, Geburah. Cada traço pertence à série de vinte e dois caminhos.

A ordem adversa comparada a esta posição é Satariel, cujo regente na lâmina de Mathers é Lucifuge Rofocale. A correspondência põe os nomes em relação sem torná-los a mesma entidade.

Para aprofundar este estudo

Consulta rápida

Dúvidas sobre Binah

Como Binah é apresentado nesta Árvore?

Binah encerra a tríade superior com Kether e Chokmah e ocupa o alto do pilar esquerdo. Enquanto Chokmah indica impulso e sabedoria inicial, Binah torna essa potência inteligível por diferenciação e estrutura. Os termos descrevem uma relação, não uma oposição absoluta entre razão e inspiração.

Como conferir as relações de Binah?

No desenho adotado, Binah se conecta a Kether , Chokmah , Tiferet , Geburah . Cada traço pertence à série de vinte e dois caminhos .

Fontes e critérios

  • Liber 777 · Colunas II–III: nomes e traduções; V: nomes divinos; VI–VII: esferas cósmicas; XII: posições e conexões; XVI: Escala da Rainha; XCIX: arcanjos; C–CI: ordens angélicas.
  • The Kabbalah Unveiled, Introduction · §§39–61: sefirot, pilares, nomes, mundos e qliphoth; §§42–51: descrição de cada sefirah.
  • De occulta philosophia, III, capítulo X · Descrição das dez numerações, nomes divinos, inteligências e anjos.

Critérios editoriais e créditos.

Conteúdo editorial: GuiaGoetiaPublicado em Revisado em